Conhecimento

September 1, 2010

 


Sempre que vou à sala de aula explicar dado, informação e conhecimento. Descubro ou adquiro um novo conhecimento a partir da interação com os alunos. O conhecimento fascina a todos e hoje é mais essencial para o crescimento pessoal e profissional a busca por novos conhecimentos e pela manutenção do conhecimento. As pessoas são valorizadas pelo que sabem e não pelo que são, esqueça o titulo e mostre o seu conhecimento.

 

 

 


Se for para conceituar conhecimento diria que é o ato ou efeito de abstrair ideia ou noção de alguma coisa, citando como exemplo: conhecimento das leis do consumidor; conhecimento de um fato ou fofoca; conhecimento de um documento; saber, instrução ou cabedal científico (homem com grande conhecimento).

O tema "conhecimento" inclui, mas não está limitado a, descrições, hipóteses, conceitos, teorias, princípios e procedimentos que são ou úteis ou verdadeiros. São vários conceitos para esta palavra e é de ampla compreensão que conhecimento é aquilo que se sabe de algo ou alguém. Isso em um conceito menos específico. Contudo, é indispensável abordar dado e informação.

 

Dado é um emaranhado de códigos decifráveis ou não é o desenho do homem das cavernas é cada símbolo que vemos ou que lemos. O alfabeto russo, por exemplo, para leigos no idioma, é simplesmente um emaranhado de códigos sem nenhum significado especifico. Algumas letras são simplesmente alguns números invertidos e mais nada. Porém, quando estes códigos até então indecifráveis, passam a ter um significado próprio para aquele que os observa, estabelecendo um processo comunicativo, a este denominamos de informação a partir da decodificação destes dados. Diante disso, podemos até dizer que dado não é somente códigos agrupados, mas também uma base ou uma fonte de absorção de informações que poderá ou não produzir conhecimento. Então, informação seria aquilo que se tem através da decodificação de dados, não podendo existir sem um processo de comunicação ou transmissão dos dados. Essas informações adquiridas servem de base para a construção ou formação do conhecimento. Segundo esta afirmação, o conhecimento deriva das informações absorvidas vividas ou não pelo individuo. Constrói-se conhecimento nas interações com outras pessoas, com o meio físico e natural com as experiências ou estudo.

 

Podemos conceituar conhecimento da seguinte maneira: conhecimento é aquilo que se admite a partir da captação sensitiva sendo assim acumulável a mente humana. Ou seja, é aquilo que o homem absorve de alguma maneira, através de informações ou experiências que de alguma forma lhe são apresentadas, para um determinado fim ou não. O conhecimento distingue-se da mera informação porque está associado a uma intencionalidade. Tanto o conhecimento como a informação consiste de declarações verdadeiras, mas o conhecimento pode ser considerado informação com um propósito ou uma utilidade.

 

Alguns autores dizem que “o conhecimento não pode ser inserido num computador por meio de uma representação, pois neste caso seria reduzido a uma informação.” Assim, neste sentido, é absolutamente equivocado falar-se de uma "base de conhecimento" num computador. No máximo, podemos ter uma "base de informação", mas se é possível processá-la no computador e transformar o seu conteúdo, e não apenas a forma, o que nós temos de facto é uma tradicional base de dados que ao meu entender pode sim ser chamada de base de conhecimento como titulo daquele pedaço no banco de dados ou base de dados.

 

O titulo não altera o conteúdo a interpretação é que vai trazer ou não conhecimento aos agentes.

 

Associamos informação à semântica. Conhecimento está associado com pragmática, isto é, relaciona-se com alguma coisa existente no "mundo real" do qual temos uma experiência direta. O conhecimento pode ainda ser aprendido como um processo ou como um produto e com a experiência. Quando nos referimos a uma acumulação de teorias, idéias e conceitos o conhecimento surge como um produto resultante da interação ou associação dessas aprendizagens, mas como todo produto é indissociável de um processo, podemos então olhar o conhecimento como uma atividade intelectual através da qual é feita a apreensão de algo exterior à pessoa. Se ele é uma ativade intelectual temos então uma capacidade humana.

 

A definição clássica de conhecimento, originada em Platão, diz que ele consiste de crença verdadeira e justificada. Aristóteles divide o conhecimento em três áreas: científica, prática e técnica. Além dos conceitos aristotélico e platônico, o conhecimento pode ser classificado em uma série de designações / categorias ou tipos:

 

Conhecimento sensorial: É o conhecimento comum entre seres humanos e animais. Obtido a partir de nossas experiências sensitivas e fisiológicas (tato, visão, olfato, audição e paladar).

 

Conhecimento intelectual: Esta categoria é exclusiva ao ser humano; trata-se de um raciocínio mais elaborado do que a mera comunicação entre corpo e ambiente. Aqui já se pressupõe um pensamento, uma lógica. O raciocínio. 

 

Conhecimento popular: É a forma de conhecimento do tradicional (hereditário), da cultura, do senso comum, sem compromisso com uma apuração ou análise metodológica. Não pressupõe reflexão, é uma forma de apreensão passiva, acrítica e que, além de subjetiva, é superficial. “Manga com leite faz mal” “Sair do banho quente e pular na piscina entorta o corpo”.

 

Conhecimento científico: Preza pela apuração e constatação. Busca por leis e sistemas, no intuito de explicar de modo racional aquilo que se está observando. Não se contenta com explicações sem provas concretas; seus alicerces estão na metodologia e na racionalidade. Análises e experiências são fundamentais no processo de construção e síntese que o permeia, isso, aliado às suas demais características, faz do conhecimento científico quase uma antítese do popular.

 

Conhecimento filosófico: Mais ligado à construção de idéias e conceitos. Busca as verdades do mundo por meio da indagação e do debate; do filosofar. Portanto, de certo modo assemelha-se ao conhecimento científico - por valer-se de uma metodologia experimental, mas dele distancia-se por tratar de questões imensuráveis, metafísicas. A partir da razão do homem, o conhecimento filosófico prioriza seu olhar sobre a condição humana.

 

Conhecimento teológico: Conhecimento adquirido a partir da fé teológica é fruto da revelação da divindade. A finalidade do teólogo é provar a existência de Deus e que os textos bíblicos foram escritos mediante inspiração Divina, devendo por isso ser realmente aceitos como verdades absolutas e incontestáveis. A fé pode basear-se em experiências espirituais, históricas, arqueológicas e coletivas que lhe dão sustentação.

 

Conhecimento intuitivo: Inato ao ser humano, o conhecimento intuitivo diz respeito à subjetividade. Às nossas percepções do mundo exterior e à racionalidade humana. Manifesta-se de maneira concreta quando, por exemplo, tem-se uma epifania.

 

Intuição sensorial / empírica: “A intuição empírica é o conhecimento direto e imediato das qualidades sensíveis do objeto externo: cores, sabores, odores, paladares, texturas, dimensões, distâncias. É também o conhecimento direto e imediato de estados internos ou mentais: lembranças, desejos, sentimentos, imagens.” (in: Convite à Filosofia; CHAUÍ, Marilena).

 

Intuição intelectual: A intuição com uma base racional. A partir da intuição sensorial você percebe o odor da margarida e o da rosa. A partir da intuição intelectual você percebe imediatamente que são diferentes. Não é necessário demonstrar que a “parte não é maior que o todo”, é a lógica em seu estado mais puro; a razão que se compreende de maneira imediata.

 

O mais importante é que comunicamos com os dados, transmitimos informação e adquirimos ou não conhecimento. O conhecimento vai nos possibilitar cada vez mais conhecimento. Em uma era digital e com a vasta quantidade de informação disponível com facilidade através dos diversos protocolos e modelos de comunicação hoje somos indispensáveis desde que tenhamos conhecimento!

 

 

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