E-business X E-commerce

 

O termo que se utiliza para identificar os negócios efetuados por meios eletrônicos, geralmente na Internet, é eBusiness. Para Modesto (02/25/2008) pode-se definir eBusiness como negócios feitos através da Internet no sentido mais amplo da palavra a disponibilidade de produtos de acordo com a demanda pelos mesmos. Em resumo, eBusiness é muito mais amplo, abrangendo todas as atividades do eCommerce.

 

Ou seja, eBusiness contém eCommerce e eCommerce está contido em eBusiness.

 

O eCommerce significa comércio eletrônico, ou seja, o conjunto de atividades comerciais que acontecem on-line. A diferença entre eCommercee eBusiness, expressões que muitas pessoas confundem, é que eBusiness não envolve transação comercial, é um negócio eletrônico, uma negociação feita pela Internet, mas que não envolve necessariamente uma transação comercial. É um erro de quem está no mercado utilizar estas duas expressões para dizer sobre a mesma coisa. Um gerente de eCommerce de uma empresa, por exemplo, é aquele profissional responsável pelas relações comerciais da empresa na Internet. O gerente de eBusiness, por sua vez, é responsável pelas negociações da empresa na Internet. Um tem em seu trabalho a atividade de vendas e o outro não. Esta é a principal diferença.

 

Para trabalhar numa destas duas ocupações, principalmente em eCommerce é essencial ter uma facilidade de comunicação, para manter uma relação direta com o cliente, conhecer a Internet e entender de Marketing. A intenção deve ser sempre atender a satisfação do consumidor, assim como em todas as outras maneiras que existem de firmar uma relação de custo-benefício.

 

Tipos de infra­estruturas requeridas e processos básicos

 

Existem vários tipos de infra-estruturas requeridas para o eCommerce. Podemos dividir em quatro modalidades de infra-estrutura:

  • Infra-estrutura de redes, que é composto por Internet, LAN, WAN, routers, telecom, cableT V, wireless, etc;

  • Infra-estrutura de distribuição de mensagens e informações, que é composto por HTML, XML, e-mail, HTTP, etc;

  • Infra-estrutura de negócios, composta por segurança, autenticação, pagamento

  • eletrônico, diretórios, catálogos, etc; e Desenvolvimento de sites, que exige uma infra-estrutura baseada em política de segurança (defesas e criptografia), política de privacidade (identificação do usuário/cliente), política de parcerias (logística, pagamento, hospedagem, etc.),marketing (atração, venda e fidelização, banco de dados e data mining), registro de domínio (registro.br.).

Além disso, são nove os processos básicos de eCommerce segundo Garcia(03/05/2008): controle de acesso segurança, perfilando e personalizando, gerenciamento de busca, administração de conteúdo, gerenciamento de catálogos, pagamento, colaboração e comércio, administração do fluxo de trabalho e notificação de evento.

 

Segurança e Riscos nas Transações

 

Para minimizar risco do eCommerce, cabe ao usuário tomar alguns cuidados necessários para se proteger. Primeiro, saber se você está em um site seguro, verificando se ele tem Certificado Digital válido e qual é o seu tipo. Também é importante conhecer o tamanho da chave criptografia utilizada pelo site. Isso vai garantir a confidencialidade e integridade da transação. Um site é seguro quando o cadeado do browser está fechado, porém um site pode ser seguro, mesmo que o cadeado não apareça na borda da janela do browser.

 

Para ter segurança no pagamento através do eCommerce, caso queira-se pagar com cartão de crédito pela Internet, é recomendável que se use um firewall confiável e que não abra links de pessoas desconhecidas recebidas por e-mail ou até links suspeitos enviados por amigos (a tipos de vírus, que infectam a máquina do usuário e se auto enviam para a lista de contatos dele), pois esses links podem te direcionar para um vírus (e esse pode ser do tipo que coleta seus dados e os envia, via internet, para algum usuário mal intencionado que pode te prejudicar, como transferir dinheiro da sua conta para outra conta). Mas, caso você não confie deforma alguma na compra com cartão de crédito via internet, pode optar pela impressão de boletos pagáveis em bancos (se esse serviço por disponibilizado pelo site).

 

Uma questão central para o usuário segundo Neto (06/15/2008), é ter certeza de que ele está transacionando com a loja correta, ou seja, não está trocando informações com o clone de um site conhecido. Para isso, existe o processo de certificação, no qual empresas conhecidas como “autoridades certificadoras” desempenham papel semelhante ao do cartório de registro. Elas vão certificar a identidade do servidor, isto é, vão garantir aos visitantes de seu site que ele é realmente o que eles pensam que é.

 

Existe um processo complexo de troca de chaves pública e privada por trás da certificação, mas o que o usuário vê é um selo que atesta a identidade do site e garante que ele está trocando informações com a empresa correta. Ao clicar no selo, o visitante pode conferir se os dados do certificado, como nome da empresa, endereço completo, URL, conferem com os do site que ele está visitando. A certificação pode ser obtida diretamente da autoridade certificadora, ou indiretamente pelo seu fornecedor de hospedagem, que vai estender essa facilidade a todos os sites hospedados em seu servidor. Essa é a situação mais comum, tendo em vista que uma certificação não é um investimento barato para uma pequena empresa.


 

A implantação e a relação custo benefício

 

A implantação do eCommerce depende da análise de sua viabilidade para as empresas e é preciso levar em consideração os custos e retornos previstos para sua implementação. É claro que hoje, em determinados ramos de atividade, este modelo se torna essencial para a lucratividade do negócio, inclusive há empresas que só comercializam virtualmente (ex: Submarino), e num futuro próximo quem sabe sua utilização já não será uma regra geral, ao invés de exceção. As vantagens que podem ser alcançadas são:

  • Aumento do número de vendas;

  • Maior visibilidade no mercado;

  • Redução de custos (como o de estocagem, por exemplo);

  • Localizar os melhores fornecedores e produtos pelos menores preços;

  • Automatização do processo de compras (pedidos de cotação, ordens de compra);

  • Atendimento 24 horas, 07 dias na semana sem interrupções; e

  • Ter um alcance geográfico amplo.

Já algumas desvantagens são:

  • Possíveis erros, atrasos e impossibilidade de atender pedidos, devido a empresa ser de pequeno porte;

  • Conseqüente prejuízo para a imagem da empresa;

  • Sensação de insegurança da Internet, reforçada pelo porte da empresa; e Distanciamento com o consumidor.

A variável custo é fundamental para a análise de qualquer empreendimento. No caso do comércio eletrônico, alguns fatores de custo que normalmente não ocorrem no comércio tradicional, ou ocorrem em menor escala, são os seguintes: Implantação e manutenção da loja virtual. Pode-se contratar um desenvolvedor para montar uma nova loja sob medida, mas a tendência verificada no mercado é a contratação de um fornecedor que já tenha a solução pronta e testada para centenas ou até milhares de clientes, fazendo-se apenas a customização de acordo com a necessidade específica de cada cliente. Assim o investimento necessário dependerá das necessidades de cada cliente. Existem diversas faixas de custo que variam conforme o grau de flexibilidade da solução e a variedade de funções disponibilizadas pela loja virtual, como:

  • Custo da entrega de mercadorias - O custo de entrega está diretamente relacionado às características do produto, como peso, dimensão e ser perecível, podendo variar imensamente.

  • Custo financeiro - No comércio eletrônico, a quase totalidade das transações envolve o recebimento por meio de boleto bancário ou cartão, o que acarreta custos no seu uso.

Um empreendimento na Internet demanda um investimento menor em relação a um tradicional. É difícil pensar na montagem, por exemplo, de uma loja tradicional num shopping, em algo abaixo de 200 mil reais. Por outro lado, pode-se implantar uma boa loja virtual na Internet por algo ao redor de 5 mil reais. Quanto ao custo de hospedagem e manutenção de uma loja virtual em relação ao aluguel e de uma loja num shopping center,, gasta-se aproximadamente de 150 a 400 reais por mês com a loja virtual contra 5 mil a 15 mil reais mensais em uma loja tradicional relativamente simples. Isso sem contar as luvas pela utilização do ponto que muitas vezes ultrapassam os 3 mil reais o m2, e acabam onerando boa parte de todo o orçamento, assim como a cobrança de aluguel variável em relação ao faturamento da loja, o projeto arquitetônico, a mobília, os gastos com funcionários, dentre outros. Portanto, sem dúvida alguma, o desembolso de recursos é sensivelmente menor para os negócios desenvolvidos na Internet, pelo menos no que se refere ao investimento e ao custo operacional, o que é extremamente relevante para um empreendedor que normalmente dispõe de poucos recursos.

 

Crescimento

 

A chave para se entender a grande e contínua expansão do eCommerce é o aumento no número de consumidores devido à conveniência da compra on-line, principalmente nas grandes cidades e cidades mais afastadas dos centros distribuidores; e a economia de recursos, uma vez que, invariavelmente, o preço dos produtos adquiridos na Internet é menor do que o preço praticado nas lojas físicas. Juntos esses dois fatores representam uma motivação quase que irresistível para a compra. Foram nada menos que 2,5milhões de pessoas que aderiram às compras on-line em 2007, ou seja, entre cada nascer do sol ocorrido em 2007, 6.849 pessoas aderiram às compras pelo computador. Para2008, prevê-se a repetição desse número, o que nos levaria à casa dos 12 milhões de e-consumidores até o final do ano. Para se ter uma idéia, isso representa mais do que a metade de todo o mercado da América Latina.

 

Cenário brasileiro

 

O comércio eletrônico no Brasil existe há pouco tempo. É, portanto, um setor ainda em formação, se fosse gente seria apenas um garotinho entrando no primeiro ano primário para aprender as primeiras letras. No Brasil, saímos da ‘e-euforia’ diretamente para a ‘e-depressão’, sem nenhuma escala num patamar razoável de bom-senso calcado na realidade dos números.

 

As últimas pesquisas indicam que no Brasil existe um número crescente de pessoas que estão conectadas a Internet, o que já não é pouca coisa, principalmente se considerarmos a qualificação desse público, majoritariamente classes A e B, ou seja, acamada da população de maior nível de renda e, portanto, com mais capacidade de consumo.

 

Mais importante que o momento, no entanto, são as tendências. A tendência é que no Brasil haverá mais de 52 milhões de pessoas conectadas a Web em (2015). O que embora pareça uma enorme quantidade de pessoas, vai representar pouco mais de um quarto da população brasileira na ocasião, muito abaixo do porcentual de pessoas que tem acesso à televisão e ao telefone já nos dias de hoje. Isso representa a possibilidade de mais consumidores terem interesse em comprar pela a Internet e expandir cada vez mais o eCommerce.

 

Vantagens para os compradores

 

E entre as principais vantagens do eCommerce para os compradores, estão:

  • Economia de tempo e dinheiro, localizando os melhores fornecedores e produtos pelos menores preços;

  • Automatização do processo de compras (pedidos de cotação, ordens de compra); e Consolidação automática e melhor gerenciamento da carteira de compras da empresa, além de ligação automática com fornecedores de logística e financiamento.

Para os vendedores, além das citadas anteriormente, estão:

  • Redução de custos nas transações;

  • Abertura de novos mercados tanto no Brasil quanto no exterior; e Introdução de novos produtos de maneira rápida e eficiente, além de ser um canal de venda para a produção excedente.

A desvantagem do eCommerce é que a Internet dá uma sensação ao consumidor de anonimato, que em alguns casos pode levar a fraude, o que não impediria que fossem feitas também no tradicional. Há distribuição de mercadorias sem controle de qualidade; o varejo virtual está começando a ter muitos problemas como falhas nas gerências, distribuição, logística, etc; ele substitui a venda face a face, reduzindo a mão-de-obra; oferece custo competitivo, sem retorno para a sociedade; há uma geração de serviços que aumenta a terceirização, explorando a mão-de-obra; a geração de trabalho é para o país de origem da indústria e/ou outras, sem controle estatal, uma vez que faz uma ação global.

 

Conclusões Finais

 

O grande crescimento do eCommerce se deve, principalmente, à mudança de hábito das pessoas, que trocam a tradicional compra em lojas “físicas” por lojas virtuais. Dentre os fatores que impulsionaram essa mudança de hábitos pode-se destacar a conveniência da compra on-line (principalmente nas grandes cidades e cidades mais afastadas dos centros distribuidores) e ao custo-benefício (já que na maioria dos casos os preços dos produtos adquiridos via Internet são mais baratos que os preços praticados nas lojas convencionais).

 

A variedade de produtos a venda naWe b é enorme, indo desde bens de consumo e farmácias até educação a distância como treinamentos, especializações e títulos de mestres e doutor oferecidos através de cursos virtuais e com pagamentos eletrônicos pela própria Web.

 

Porém, a evolução do Comercio Eletrônico depende do desenvolvimento das técnicas que garantem a segurança na transmissão de dados sigilosos pela rede, na confiabilidade/garantia que cada empresa, particularmente, passa ao seu cliente e, também, à difusão da Internet – vinculada ao desenvolvimento econômico do país e aumento do poder de compra das classes mais baixas – ao maior número possível de pessoas.

 

Este tema ainda precisa, no entanto, ser bastante discutido e aprimorado, especialmente no que se refere a práticas como o eLearning, a evidencia das diferenças sociais e à dúvida quanto à sobrevivência / viabilidade das empresas que apostam nessa “novidade”.

 

É uma questão de tempo para as pessoas aceitarem e se acostumarem com essa nova tendência, porém vale ressaltar que o eCommerce não veio para substituir a compra “física”, assim como a Internet não substituiu a TV, e esta não fez o rádio desaparecer.


 

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